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A gente não morde… Só se você pedir…

Publicado em

Por Pedrita Flintstones

Com um certo atraso, mas em tempo, consegui entender tudo o que estava acompanhando pelo Twitter. Vi que havia uma grande polêmica, muitas feministas extremamente incomodadas com a publicação de um post no blog do Luis Nassif.

Para quem, como eu, não acompanhou toda a história, faço um resumo:

Um tal André escreveu um comentário, que virou post, no blog do Nassif. O título é: “O Poder da Mulheres”. No texto, André usa o termo feminazi e justifica “sempre lembrando que este é apenas e tão somente um termo que ganhou popularidade por sua eficiência em resumir feministas radicais”. O questionamento central dele parece ser: Dilma é uma feminazi? Afinal, ela se colocou contra o apedrejamento de Sakineh, e no Irã muito homens também são apedrejados. Então que ela tome cuidado para não dar a impressão de ser uma feminazi ao ter uma atitude ousada dessas. Quer dizer, se colocar contra o apedrejamento de uma mulher significa que , pelo menos implicitamente, está sendo a favor de apedrejamento de homens??

Leia o trecho:

“Sobre contexto e texto, novamente lembro que entendi perfeitamente o contexto que Dilma usou sobre o apedrejamento, mas não posso deixar de reconhecer que o que ela disse pode dar margem a mal-entendidos ou distorções intencionais. A sugestão é a de que ela também reconheça que os homens são tão vítimas de apedrejamentos no Irã quanto as mulheres, justamente para que se reconheça o todo de uma coisa e evite que alguém diga que ela é algo que não é e nunca foi.”

Quem tiver estômago, leia aqui o texto para acompanha melhor a história.

Ler isso me faz mal. Não entendo o raciocínio de quem escreve, não entendo a atitude de publicar um texto desse num blog que se diz progressista, de esquerda – ok, esse não é primeiro motivo pra questionarmos se é um blog de esquerda e progressista, mas vou me ater ao tema desse post.

Tudo que veio na minha cabeça depois disso foi: oi????? Isso mostra uma ignorância tão grande em relação ao feminismo, a história, a realidade que vivemos…  Mas a boa notícia é: podemos encontrar textos bons, que explicam melhor o termo feminazi (e por que é tão absurdo usá-lo), questionamentos, reflexões… Recomendo alguns:

A agressividade como ferramenta de auto-afirmação

Nassif, Feminazis, Nassifetes e o limite da responsabilidade

Feminazi, Luis Nassif e a esquerda com atitudes machistas

Feminazi: A ignorância a serviço do conservadorismo

E a resposta do Nassif: “O caso das ‘feminazis'”

Se alguém tiver mais algum texto interessante sobre o assunto, por favor, nos mande o link! Deixe um comentário aqui ou envie por e-mail para: blogtodasnos@gmail.com

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Uma resposta »

  1. O único absurdo mostrado lá é o da interpretação absurda que alguns fizeram do termo feminazi. Por acaso quem chama outra pessoa de “grammar nazi” quer dizer que quem vive para corrigir a gramática alheia é partidário do nazismo, ou que o nazismo histórico tivesse a correção gramatical como um valor? Not exactly.
    Então o sentido do termo deve ser outro, e talvez ele venha muito bem a calhar…

    A discussão está no ar: http://protosophos.com/etica/a-querela-das-feminazis/

    Responder

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