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Marcha das Vadias em BSB: Contra o machismo sob sol e sorrisos

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Texto e imagens por Manaíra Lacerda e Rodrigo Mendes de Almeida

Foi o que se pode chamar de uma grata surpresa. Contamos facilmente algo mais que 800 pessoas para a versão brasiliense da Marcha das Vadias. Ao chegarmos ao local, nem sabíamos se seria fácil achar a manifestação, já que, nas nossas cabeças, ela estaria diminuta. Mas que nada. De longe começamos a ouvir os apitos, carregados pelo vento, já que na topografia plana do Planalto Central, o som alcança bem longe.

Uma marcha de deixar feliz quem foi participar. Tocando na ferida, como tem sido a recente onda de mobilização de “vadias”. O grande questionamento é contra o machismo que responsabiliza a vítima por um crime cometido contra ela – no caso, bota na mulher que é estuprada a culpa pelo crime.

A discussão é avançada, e a grande penetração que teve mostra que pelo menos uma parte da sociedade está avançando nesse debate. E vai impor o tema como pauta. Uma das boas surpresas foi ver homens abraçando o manifesto que aconteceu da forma mais pacífica possível, ou seja, sem nenhuma violência. Tanta tranqüilidade que pôde até ser chamada do que muitos conhecem como “programa de família”. Crianças e até cachorros estavam no meio da multidão, divertidos com o sábado diferente.

Uma tropa da polícia militar acompanhou todo o percurso, que começou perto da rodoviária de Brasília e foi até a Torre de TV debaixo de um sol escaldante. Para quem não conhece a capital brasileira, a distância é algo em torno de 3 km. Lembrando: sob o sol e a seca desta terra vermelha. Mesmo com as intempéries, a manifestação fez surgir muitos sorrisos de gente satisfeita por estar fazendo algo que, talvez, possa mudar os rumos de uma sociedade machista.

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Uma resposta »

  1. Muito bacana, Brasília mostra tua outra cara! ótima a participação de tantos homens nas passeatas – e o cartaz do homem sem camisa foi muito feliz. Com humor e seriedade assim, talvez possamos alcançar novo patamar de civilização, baseado do respeito mútuo. Só a participação de gente comum realmente promove mudanças substanciais, não podemos depender silenciosamente da ação de ícones e políticos, viva pra turma que foi pra rua!

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