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Mini-documentário sobre os 30 anos da União de Mulheres de São Paulo

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Belo vídeo sobre uma história inspiradora. Conheça a União de Mulheres de São Paulo.

“Nunca abrimos mão dos princípios fundamentais para a verdadeira libertação da mulher”

 

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SlutWalk SP: um grito diversificado contra o machismo

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Por Natalia Mendes
(fotos: Natalia Mendes/Thiago Domenici) 

Aconteceu ontem, 4 de junho, a primeira Marcha das Vadias em São Paulo (a primeira versão brasileira da SlutWalk), com cerca de 300 participantes – pode parecer pouca gente, mas foi bonita e forte.

Cartazes com frases como: “Respeito é sexy, machismo brocha” e “Sou mulher, não sex toy” eram carregados entre a cantoria e a batucada. Muita gente fotografando, filmando, registrando. Por onde passava a marcha, era possível notar olhares curiosos de pedestres, comerciantes e moradores da região.

Jovens, velh@s, homens, mulheres. Homem vestido de mulher, mulher com adesivo “periguete”, mulheres com roupas “provocantes”, mulheres com roupas mais “discretas” e protegidas do frio, ou até mesmo quase sem roupa andavam junt@s.

Eram manifestantes com perfis diferentes e que, mesmo se tratando de um assunto tão sério, se mantiveram sorridentes e animad@s. Defendiam em alto e bom som o direito de se vestirem como quiserem e convidando a “ir pra rua contra o machismo”.

A Marcha, que tinha como principal objetivo questionar a ideia de que vítimas de violência sexual tem culpa por serem violentadas, começou na av. Paulista e desceu a rua Augusta até a porta do clube de comédia dos CQCs Rafinha Bastos e Danilo Gentili.

“Machismo mata, estupro não é piada”

O destino foi escolhido por causa de uma “piada” contada por Rafinha Bastos, durante uma de suas apresentações de stand up, na qual afirma que estupro de mulher feia “é uma oportunidade” e que o estuprador “não merece cadeia, merece um abraço”. Segundo o amigo e sócio, Danilo Gentili, a piada é contada há anos, mas só ficou mais conhecida depois de uma matéria com o perfil do apresentador.

“A nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria”, “Preste atenção, o corpo é meu, a minha roupa não é problema seu”, cantavam @s manifestantes, que, ao chegarem na porta do Comedians, emendaram “Me processa, Tas”, em referência à ameaça de processo que o apresentador Marcelo Tas fez a blogueira feminista Lola.

Um dos policiais que fazia a escolta ficou curioso como os comentários e cartazes que criticavam Rafinha Bastos e perguntou “qual deles é o Rafinha”. Depois quis saber qual tinha sido a piada. Quando contei, fez uma cara de indignação e afirmou com firmeza “Vocês têm razão”.

Já começaram a ser organizadas mais Marchas em outras cidades, como Brasília e Belo Horizonte.

Abaixo, vídeo feito por Thiago Domenici.

A liberdade é plural

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A Marcha da Liberdade começou de fato às 16h – estava programada para às 14h. E teve de tudo, menos, felizmente, violência policial desnecessária. Nas imagens de Natalia Mendes, alguns momentos da manifestação democrática que saiu do vão livre do Masp e foi até a praça da República.

Muitas pessoas estiveram por lá, 4 mil, segundo a Polícia Militar. As ideias, vontades, reivindicações também: uns pleiteavam a liberdade de expressão, outros a discussão sobre o aborto ser ou não crime. Uns defendiam o Passe Livre, outros o direito dos ciclistas nas ruas, mas todos, em comum, queriam deixar claro que a justiça não tem o direito de barrar a vontade inalienável de se expressar. Foi uma manifestação plural. E isso ninguém pode proibir. (Thiago Domenici)

Veja mais imagens no Nota de Rodapé

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